Comecei a ler o livro esperando uma historia, e só; sequer imagina que seria surpreendido por John Boyne. A forma como o enredo é apresentado (narrado em primeira pessoa) nunca fora a minha mais predileta, ainda que predileta; mas ler sobre o holocausto sob a perspetiva infantil e a maneira como se desenrola a mais simples e singela amizade entre dois garotos de lados diferentes que, puramente, não enxergam a diferença que os adultos tanto enxergam, me fez conhecer um romance permeado de realidade, e que me fez acreditar ainda mais na pureza das crianças.
O personagem central da história, o garoto Bruno, de nove anos, criou alternativas pra escapar de uma realidade tão mesquinha a qual vivia, infiltrou em uma realidade paralela só para não ter que ficar trancado num quarto, buscou mudança e criou laços com o judeu Shmuel, também de nove anos. Vi uma similaridade entre os dois – ambos levavam uma vida normal, brincavam, estudavam e não conseguiam algo que justificasse, ou os auxiliassem a entender o porquê foram para ali. Por outro lado, não se importavam muito para os tais ‘porquês’ e se preocupavam em fortalecer a amizade e retomarem a rotina que outrora viviam.
Se pudesse definir o livro em poucas palavras seria: Um clichê que emociona. Uma obra madura. Uma história que pode perfeitamente acontecer.
Crítica realizada por: Lenoir Santos
Formado em Comunicação Social pela Unip-Brasília
Jornalista do Correio Braziliense desde 2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário